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ESPECIAL – Mês da conscientização das cardiopatias congênitas

Saiba a importância das medidas preventivas e de rastreamento das cardiopatias congênitas

Você já ouviu falar da cardiopatia congênita? No dia 12 de junho, é lembrado o Dia Nacional da Conscientização da Cardiopatia Congênita e, neste mês de destaque sobre o tema, vale conhecer ou saber mais sobre o assunto.

De acordo com o site do Governo Federal (www.gov.br), cardiopatia congênita é qualquer anormalidade na estrutura ou função do coração, que surge nas primeiras oito semanas de gestação, quando se forma o coração do bebê. É o defeito congênito mais comum e uma das principais causas de óbitos relacionadas às malformações congênitas.

Estima-se que uma a cada 100 crianças nasce com cardiopatia congênita, sendo aproximadamente 30 mil crianças que nascem cardiopatas por ano (três crianças cardiopatas por hora).

A data oficial (12 de junho) visa à informação das pessoas a respeito das cardiopatias congênitas, chamando a atenção aos sintomas mais comuns das cardiopatias na infância (fadiga, cansaço entre as mamadas em bebês, dispneia, cianose e sudorese), a fim de se aumentar a conscientização pública, por meio de programas, campanhas e incentivar doações de fomento à pesquisa na área e, também, às instituições que atuam no cuidado da criança cardiopata, além de promover a prevenção entre a população.

Dentre as ações preventivas, uma das principais é o teste do coraçãozinho, que tem como objetivo realizar a triagem das cardiopatias em bebês recém-nascidos assintomáticos. O resultado alterado implica na realização do ecocardiograma na maternidade, antes da alta do bebê. Além disso, o pediatra, se houver o diagnóstico positivo de cardiopatia, deve, o quanto antes, encaminhar o bebê para avaliação especializada dos cardiopediatras, para seguimento e orientações relevantes, impactando na qualidade de vida da criança e da família, proporcionando tratamento adequado e multiprofissional, antes que surjam repercussões mais graves.

A médica cardiopediatra da Policlínica Municipal de Sorocaba e mestre na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Virna Maria Guevara, explica que, no período neonatal, é necessário ter atenção aos problemas mais graves que impactarão no bem-estar do bebê e que devem ser encaminhados para avaliação da cirurgia cardíaca, antes da alta hospitalar, que são as chamadas cardiopatias críticas (dependentes do canal arterial patente), tais como: Coarctação de Aorta, Transposição das Grandes Artérias (TGA), Tetralogia de Fallot, Atresia Pulmonar e a Síndrome da Hipoplasia do Coração Esquerdo. “Quanto antes o diagnóstico e os sintomas forem identificados, maiores as chances de sucesso no tratamento e a possibilidade de se chegar à vida adulta plena, que, no Brasil, é de 85% a 90%”, salienta a Dra. Virna.

O diagnóstico da cardiopatia congênita pode ser feito durante a gestação, no acompanhamento do Pré-natal. Recomenda-se que a gestante seja encaminhada pelo obstetra para realização do ecocardiograma fetal, um exame de ultrassom específico para avaliação do coração do bebê. É de suma importância que as gestantes tenham acesso a esse exame, já que só 10% dos casos fazem parte do grupo de risco.

Quando uma cardiopatia é detectada ainda no período fetal, realiza-se a orientação e o aconselhamento da gestante, para a programação da melhor assistência possível à mãe e ao bebê no nascimento.

“É fundamental que as pessoas tenham, cada vez mais, acesso às informações sobre a cardiopatia congênita e, dessa forma, ações preventivas tomadas contribuirão para um tratamento mais eficaz”, conclui o secretário da Saúde, Dr. Cláudio Pompeo.