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Nova Iguaçu celebra heranças africanas com festa cultural

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Nova Iguaçu celebra heranças africanas com festa cultural




A Escola Municipal Professora Iramar da Costa Lima Miguel, no Jardim Roma, em Nova Iguaçu, foi tomada por cores, sons e sabores nesta quarta-feira (19). A Festa Cultural das Heranças Africanas, celebração anual que antecede o Dia da Consciência Negra, celebrada em 20 de novembro, reuniu alunos nos três turnos da unidade em apresentações artísticas e exposições temáticas com foco na valorização da identidade e resistência cultural.

O evento reuniu atividades como dança, música, samba, funk, roda de capoeira, desfile e culinária africana. Cada turma deu sua contribuição à festa, desmistificando as religiões de matrizes africanas e valorizando cabelos, pele, roupas e adereços afro.

Stands montados pelos estudantes, com objetos que iam de instrumentos musicais e pratos típicos a trajes, turbantes, brinquedos e outros elementos culturais fizeram parte da decoração. Cada turma explorou um tema diferente, transformando o evento em uma verdadeira viagem pela diversidade cultural que compõe a identidade brasileira.

Para a diretora-geral da unidade, Viviane da Silva Lopes, a festa da Cultura Afro-Brasileira é a culminância de um trabalho realizado ao longo de todo o ano letivo. Segundo ela, este é um momento de celebrar, valorizar e reconhecer as contribuições das culturas africanas e afro-brasileiras que fazem parte da história e da identidade dos estudantes.

“A educação antirracista não é um projeto com começo, meio e fim — é um compromisso contínuo. Ela acontece no diálogo diário, na prática pedagógica e na presença da temática africana integrada às diversas disciplinas. É um processo permanente de construção. Ver a transformação na vida dos alunos e a valorização de sua própria cultura é o que nos motiva. Seguimos firmes na missão de formar cidadãos conscientes, críticos e respeitosos”, afirmou Viviane.

Pelos corredores, performances se revezavam para mostrar as nossas origens. Teve dança, poesia, música, desfiles, teatro, lutas e demonstrações esportivas. Um dos estudantes a se apresentar foi João Davi Izidoro, 15 anos, aluno do nono ano. Segundo ele, a participação da turma, que encerra sua passagem pela escola ao final do ano letivo, foi fundamental para deixar um legado para os alunos mais novos.

“É muito importante manter vivo o conhecimento sobre a Consciência Negra. A gente aprende mais sobre quem somos, sobre intolerância religiosa, preconceito racial e entende que isso não pode mais acontecer. As crianças precisam conhecer esse tema desde cedo, para crescerem sabendo respeitar todo mundo”, afirmou o jovem.

Assim como na festa cultural, as unidades da rede municipal realizaram atividades e comemorações pelo Dia da Consciência Negra, em ações que reforçam o compromisso da cidade com a valorização cultural e a educação antirracista. As iniciativas desenvolvidas ao longo do mês integram a política permanente da rede para o fortalecimento das relações étnico-raciais.

O conjunto desses esforços rendeu a Nova Iguaçu, neste mês, o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, concedido pelo Ministério da Educação (MEC) em reconhecimento às práticas pedagógicas que promovem a cultura afro-brasileira, indígena e quilombola. A rede foi uma das três premiadas no estado, com destaque para o programa “Minha Escola Contra o Racismo”, presente em todas as 151 escolas.

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