Ícone do site O DIÁRIO DE BARRETOS

Secretaria de Saúde reforça a importância da vacinação para prevenir casos graves da Covid-19

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Os impactos prolongados da pandemia continuam a afetar muitas pessoas, tanto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu o Dia Mundial de Conscientização sobre a Covid Longa – 15 de março. A primeira edição foi em 2023, mas a necessidade de conscientização sobre a Covid Longa, também conhecida como síndrome pós-Covid, se faz ainda mais urgente seis anos após o registro do primeiro caso da doença no Brasil, em 2020.

A Covid Longa caracteriza-se pela persistência de sintomas por meses ou até anos após a infecção inicial. Embora a maioria das pessoas se recupere totalmente da doença em algumas semanas, muitas continuam enfrentando dificuldades, como fadiga crônica, problemas de concentração, dores de cabeça, perda ou redução do olfato e alguns até com ‘névoa mental’, que afeta a memória e a capacidade de se concentrar. Esses sintomas podem ter um impacto significativo na vida diária e exigem atenção contínua e acompanhamento multiprofissional.

A enfermeira Elida de Fátima Diniz é uma dessas pessoas que vive com as sequelas da doença. Durante a pandemia, ela trabalhava no Hospital Metropolitano, com plantões na UTI Covid-19, e em uma Unidade de Saúde da Família de João Pessoa. Mesmo utilizando todos os equipamentos de proteção e seguindo rigorosamente os protocolos de segurança, acabou sendo contaminada pelo vírus e desenvolveu a forma mais grave da doença.

Os primeiros sinais surgiram em junho de 2020. Elida foi internada no dia 17 de junho, mas, inicialmente, os exames laboratoriais para Covid-19 apresentaram resultado negativo. Apesar disso, uma tomografia revelou que cerca de 60% da capacidade pulmonar já estava comprometida, indicando um quadro grave da infecção.

A situação se agravou rapidamente. No dia 20 de junho, ela precisou ser entubada para conseguir respirar. Ao todo, permaneceu 14 dias entubada e 23 dias na UTI. A alta hospitalar só ocorreu 32 dias após a internação. “Hoje eu conto e louvo a vitória, mas durante o período na UTI, o tratamento exigia que eu permanecesse grande parte do tempo em posição pronada, deitada de barriga para baixo, uma técnica utilizada para melhorar a oxigenação do pulmão em casos graves de Covid-19. Nessa posição, um dos braços fica estendido para cima, próximo à cabeça, enquanto o outro permanece para baixo. Como a troca de oxigênio no organismo era muito baixa, não podia mudar de posição com frequência”, relatou a enfermeira.

A experiência marcou profundamente a vida da profissional de saúde, que enfrentou não apenas a infecção, mas também as consequências físicas do período prolongado de internação. “Essa condição acabou causando lesões nos dois ombros, resultado do ângulo e do tempo prolongado na mesma posição, o que deixou como sequela o comprometimento de múltiplos nervos cranianos associado a neoplasias”, completou.

Dados – No Brasil, segundo o painel coronavírus do DataSUS, já foram registrados mais de 39,3 milhões de casos e 716.626 óbitos até setembro de 2025. No mundo, o número de casos ultrapassa 775 milhões, com mais de 7 milhões de mortes desde o início da pandemia. Os dados indicam que as regiões Sudeste, Nordeste e Sul concentram a maior parte dos óbitos no País, reforçando a importância das estratégias de vacinação e controle.

Prevenção – A vacina contra a Covid-19 foi uma ferramenta muito importante e eficiente no combate à pandemia, não apenas pela sua eficácia em prevenir formas graves da doença, mas também por seu papel crucial na redução da mortalidade e na redução da hospitalização, que tensionavam os serviços de saúde. Atualmente, a vacinação continua sendo fundamental para proteger principalmente os grupos mais vulneráveis, além de ajudar a diminuir a circulação do vírus e a auxiliar na prevenção de novas variantes.

Em João Pessoa, a vacinação contra a Covid-19 segue disponível para grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde (MS), o que inclui pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, crianças menores de seis anos, imunocomprometidos e aqueles com comorbidades ou em situação de vulnerabilidade, como moradores de instituições de longa permanência e pessoas em situação de rua.

“Seguimos recomendando que todas as pessoas elegíveis a vacinação tome as doses recomendadas. A vacina contra a Covid-19 é anual para a maioria dos grupos prioritários e deve ser reforçada com doses de reforço. Para pessoas idosas, gestantes, puérperas e imunocomprometidas, a indicação é de duas doses com intervalo de seis meses entre elas”, orientou Fernando Virgolino, chefe da Seção de Imunização da Prefeitura de João Pessoa.

Vacinação – A vacinação contra a Covid-19 teve início em 2021 e, nesse ano, foram aplicadas 1.318.566 doses na Capital. Nos anos seguintes, com a progressiva normalização do cenário epidemiológico e a redução do número de casos, observou-se uma diminuição na quantidade de doses administradas. Em 2022 foram registradas 458.769 aplicações; em 2023, 146.592 doses; em 2024, 19.279; e, em 2025, foram, 1.339 doses.

“Embora o Brasil tenha superado a fase mais crítica da pandemia, as sequelas da Covid-19 afetaram uma parte significativa da população. A conscientização sobre os impactos da Covid e a compreensão sobre a importância da vacinação são passos importantes para um cuidado efetivo. Precisamos ter consciência e conscientizar as próximas gerações sobre a importância da vacinação e de como ela salva vidas”, completou Fernando Virgolino.

Documentação – Para receber a vacina é necessário apresentar um documento oficial com foto ou certidão de nascimento, além do Cartão SUS e da caderneta ou cartão de vacinação. Gestantes devem também apresentar o cartão da gestante.

Sair da versão mobile