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Prefeitura garante assistência especializada às mães de crianças e jovens neurodivergentes do Residencial Vista Alegre

A Prefeitura de João Pessoa oferece assistência especializada às mães de crianças neurodivergentes, moradoras do Residencial Vista Alegre. A ação faz parte do projeto ‘Eu Existo’, da Secretaria de Habitação Social, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

O projeto ‘Eu Existo’ reúne um grupo de mães de crianças neurodivergentes, moradoras do Residencial Vista Alegre e está entrando em uma nova fase de atuação com acompanhadas por uma equipe multidisciplinar da Unidade de Saúde da Família (USF) do Vista Alegre, em Colinas do Sul. O grupo de mães criado a cerca de um ano pela Equipe Técnica e Social da Secretaria de Habitação Social para resgatar a autoestima e valorizar essas pessoas é resultado de um trabalho assistencial oferecido pela Prefeitura de João Pessoa às famílias beneficiadas pelo Programa Habitacional do Município, através do Programa Pós Ocupacional.

“O Projeto Eu Existo surgiu diante da constatação de que as mães de crianças neurodivergentes precisavam ter um acompanhamento específico e especializado, pois elas abriram mão de tudo para cuidar dos filhos que precisavam de atenção especial, já que são crianças e jovens com limitações e a mãe é o suporte deles para tudo: comer, vestir, se socializar com outras crianças e elas acabavam isoladas e sozinhas precisando de ajuda”, explica a secretária de Habitação Social, Socorro Gadelha, acrescentando que o grupo foi criado pela Equipe Técnica e Social da Semhab para dar suporte psicológico, apoio moral e valorizar essas mulheres que abdicaram de suas carreiras como profissionais para cuidar dos filhos.

Socorro Gadelha contou que o grupo começou pequeno e hoje tem 20 mães e pode aumentar se novos casos de mães com filhos neurodivergentes forem encontradas no residencial. Ela adianta que a parceria com a USF vai fazer com que essas mães tenham acompanhamento de um médico, psicológico, uma nutricionista e um fisioterapeuta e também odontológico, além  do acompanhamento da Equipe Técnica e Social da  Semhab.

A secretária lembrou que o prefeito Cícero Lucena e o vice Leo Bezerra sempre dizem que o grande objetivo do programa habitacional não se resume a oferecer uma moradia, indo muito mais além para que essas famílias tenham um acompanhamento social que lhes proporcione uma nova perspectiva e uma qualidade de vida melhor.

“Nossas obras não se resumem a pedra e cal, pois no centro de tudo estão às pessoas, as famílias e quando nós nos unimos a equipe do USF para acompanhar as mães e para fazer um trabalho mais abrangente e eficiente, as crianças não vão ser esquecidas, pois enquanto as mães recebem orientação, nossos educadores físicos vão fazer um trabalho de entretenimento com os jovens neurodivergentes, porque eles também fazem parte do Projeto ‘Eu Existo’, comentou. Ela informou que a primeira reunião no USF com as mães aconteceu na semana passada e foi bem positiva, ficando estabelecido que às quintas-feiras as mães vão para a Unidade para uma reunião, onde  serão enfocados temas cujo objetivo é a valorização e a elevação  da autoestima dessas mulheres.

Neurodivergente–  O secretário executivo de Habitação, Beto Pirulito, disse que o “Projeto Eu Existo” é pioneiro  e atende a um grupo  de mulheres que não é visto pela sociedade, salientando que as mães de filhos com esse diagnóstico são pessoas que se isolam e se anulam com o único objetivo de cuidar dos filhos.

“Pessoas neurodivergentes têm um funcionamento neurológico, cognitivo ou comportamento atípicos, se desviando do padrão considerado normal de comportamento, observando que não se trata de uma doença, mas uma variação natural do cérebro humano onde se incluem pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista),  TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e também outros tipos de comorbidades, onde a mãe é o centro do universo dessas pessoas e diante dessa situação, essas mães acabam adoecendo e precisam de ajuda”, explicou Beto Pirulito.

Beto Pirulito lembrou que a equipe técnica da Semhab vive dentro dos residenciais trabalhando junto com a  comunidade por isso conhece as pessoas e suas necessidades, já que esse acompanhamento começa a partir do momento em que as famílias são selecionadas para receber uma moradia, depois no acolhimento nos residenciais e com o trabalho social no dia a dia. “O prefeito Cícero Lucena e o vice Leo Bezerra destacam que nossa missão é cuidar da cidade e acima de tudo cuidar das pessoas. O nosso compromisso é fazer com elas tenham uma qualidade de vida melhor e as crianças neurodivergentes e suas mães estão incluídas dentro desse contexto”, ressaltou

 A assistente social, Cláudia Gouveia, idealizadora do o “Projeto Eu Existo”, contou que o grupo está completando um ano, mas que a partir de agora as mães vão ter um acompanhamento completo com a equipe do USF e os filhos vão ser assistidos por um educador físico com atividades lúdicas, pedagógicas, físicas e de recreação. A psicóloga Jeanne Vitório, da Equipe da Semhab, disse que é preciso fazer com que mães e filhos se sintam seguros, fortalecidos e valorizados para vencer as dificuldades do dia a dia e a discriminação imposta pela sociedade.