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Parceria da Secretaria da Educação com o TRF3 e a OAB Sorocaba resulta em projeto que capacita alunos para serem conciliadores de conflitos

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash



24 de março de 2026

18:11

Por: Secom

Fotos: Rose Campos/Secom

Alunos do 4º ano A, da E.M. “Prof. Benedicto Cleto”, tiveram um dia especial nesta terça-feira (24), ao se tornarem a primeira unidade escolar da rede municipal de ensino do município a receber a capacitação “De pequeno que se aprende a conciliar”, voltada à formação de crianças conciliadoras, com foco na mediação de conflitos no ambiente escolar.

O projeto está sendo realizado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), em parceria com a OAB Sorocaba, por intermédio das Comissões “OAB Vai à Escola” e de Resolução de Conflitos, e com a Secretaria Municipal de Educação (Sedu) de Sorocaba.

Sorocaba é a segunda cidade a receber o projeto, que foi implantado, primeiramente, no município de Itaquaquecetuba (SP). Mais de mil alunos já foram atendidos, com a criação de salas de conciliação em escolas municipais de Itaquaquecetuba.

A iniciativa tem como objetivo capacitar educadores e crianças para o uso de práticas autocompositivas, incentivando o diálogo, a escuta ativa e a cultura da paz entre crianças e adolescentes, além de contribuir para a redução de conflitos no ambiente escolar.

O projeto foi premiado na categoria “Instrutores de Mediadores e Conciliadores”, na 15ª edição do Prêmio Conciliar é Legal.

Cultura de paz e muito diálogo

A diretora da E. M. “Prof. Benedicto Cleto”, Rosana Rocha, ressaltou a importância da iniciativa e a identificação imediata da escola com a proposta. “Quando o projeto foi apresentado para nós, ainda como uma possibilidade, eu já manifestei nosso interesse em aderir. A nossa escola já desenvolve um trabalho voltado à educação das relações étnico-raciais, à educação em direitos humanos e à cultura de paz. No entanto, mesmo com essas temáticas tão importantes, os conflitos ainda eram um grande desafio”, comenta Rosana. “Queremos que as crianças compreendam a importância das regras, não como imposição, mas como elementos fundamentais para a convivência com justiça e equidade em todos os espaços sociais”, ela completa.

A advogada e conciliadora do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), Rosane Sanches Antunes, idealizadora do projeto, foi a responsável por desenvolver os trabalhos com as crianças. “O meu sonho é que ele vá para todo o Brasil e que todas as crianças aprendam que a melhor forma de resolver um conflito é com o diálogo”, diz Rosane.

A advogada e presidente da Comissão OAB Vai à Escola, Fabiana Guilherme, também destaca o alcance transformador da iniciativa. “Levar a cultura da conciliação para o ambiente escolar é uma forma de atuar preventivamente na resolução de conflitos. Quando trabalhamos essas habilidades desde a infância, contribuímos para a formação de cidadãos mais conscientes, capazes de dialogar, respeitar o outro e buscar soluções pacíficas para as divergências. Esse projeto tem justamente esse propósito: semear uma mudança cultural duradoura”, garante a advogada.

O secretário municipal de Educação, Fernando Marques da Silva Filho, acompanhou os trabalhos nesta terça-feira. “Quando é identificado um ato de bullying, de discriminação dentro da escola, as próprias crianças são treinadas para serem as conciliadoras. Isso, com certeza, vai trazer resultados magníficos para a municipalidade”.

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