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Nubank Ultravioleta faz comunicado importante sobre fim do serviço aos clientes

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Por MRNews

Clientes do Nubank que possuem o cartão Ultravioleta começaram a semana com uma mudança relevante: o acesso gratuito ao HBO Max chegou ao fim. A alteração, válida desde 14 de abril, marca mais um ajuste na proposta do cartão premium e reacende uma discussão importante sobre o custo-benefício dos produtos voltados ao público de alta renda no Brasil.

Fim de um benefício popular

Entre os diversos benefícios oferecidos pelo Ultravioleta, o streaming gratuito era um dos mais utilizados. Diferente de vantagens mais específicas — como seguros de viagem ou isenção de IOF em compras internacionais — o acesso ao catálogo do HBO Max fazia parte da rotina do cliente, sendo um diferencial tangível no dia a dia.

Por isso, a retirada desse tipo de benefício costuma gerar mais impacto do que ajustes em taxas ou anuidades. O cliente percebe a perda diretamente no uso cotidiano, e não apenas na fatura mensal.

Novos preços com desconto

Apesar do fim da gratuidade, o Nubank ainda oferece condições diferenciadas para quem deseja continuar com o serviço. Os valores seguem abaixo do mercado tradicional:

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  • Plano Básico (com anúncios): R$ 11,90 por mês (preço público de R$ 29,90)
  • Plano Standard (sem anúncios): R$ 17,90 por mês (preço público de R$ 44,90)

Já a mensalidade do Ultravioleta permanece em R$ 89 para clientes que não atendem aos critérios de isenção. Para não pagar essa tarifa, é necessário:

  • Gastar pelo menos R$ 8 mil por mês no crédito; ou
  • Manter ao menos R$ 50 mil investidos na plataforma

Mudanças não são novidade

Essa não é a primeira alteração relevante no pacote do Ultravioleta. Em setembro de 2025, o Nubank encerrou o cashback com rendimento automático de 200% do CDI — um dos benefícios mais valorizados pelos clientes.

Pouco antes, em agosto do mesmo ano, o banco já havia reformulado o cartão, substituindo o modelo antigo por um sistema baseado em pontos e novas vantagens, como a isenção de IOF em compras internacionais. Em contrapartida, algumas das características mais rentáveis foram eliminadas.

O que está em jogo para o cliente premium?

As mudanças mostram uma tendência clara: os bancos digitais estão ajustando seus produtos premium para equilibrar custos e rentabilidade. No entanto, isso levanta uma questão importante — até que ponto o cliente continua percebendo valor?

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Cartões de alta renda competem não apenas por benefícios financeiros, mas também por experiência e conveniência. Quando vantagens amplamente utilizadas começam a desaparecer, o consumidor tende a reavaliar se a mensalidade — ou os critérios de isenção — ainda fazem sentido.

No caso do Ultravioleta, o fim do HBO Max gratuito pode parecer apenas um detalhe, mas simboliza algo maior: a transformação de um produto que antes apostava em benefícios diretos para um modelo mais estratégico, baseado em comportamento financeiro.

Vale a pena continuar com o Ultravioleta?

A resposta depende do perfil de uso. Clientes que conseguem isenção e utilizam outros benefícios — como cashback, investimentos e vantagens internacionais — ainda podem enxergar valor no cartão.

Por outro lado, para quem utilizava o streaming como principal diferencial, a mudança pode pesar na decisão de permanecer ou buscar alternativas no mercado.

O movimento do Nubank reforça uma realidade crescente no setor: benefícios vão e vêm, mas a percepção de valor do cliente continua sendo o principal fator de fidelização.


Tags: Nubank, Ultravioleta, HBO Max, cartões premium, cashback, bancos digitais, benefícios financeiros

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