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O fim dos cartões Black como conhecíamos? Entenda por que os benefícios estão encolhendo

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Por MRNews

Durante anos, ter um cartão Black ou equivalente era sinônimo de status, acesso ilimitado a salas VIP e benefícios exclusivos. Mas esse cenário mudou — e rápido. O que antes era abundante, hoje está cada vez mais restrito, condicionado a gastos elevados e, principalmente, à principalidade com o banco.

A pergunta que fica é: os cartões Black estão chegando ao fim como conhecíamos?

📉 Benefícios em queda desde 2020

A partir de 2020, houve uma clara mudança de estratégia no mercado. Diversos cartões que antes eram referência passaram por cortes ou ajustes relevantes:

  • Elo Diners Club perdeu força e exclusividade
  • Santander Unlimited passou a exigir mais relacionamento
  • BRB DUX sofreu mudanças em acessos e regras
  • Aeternum ficou ainda mais restrito
  • The Platinum Card teve ajustes importantes em benefícios
  • Cartões como Porto Bank, Genial e Ourocard também reduziram vantagens

O padrão é claro: menos benefícios universais, mais exigência de perfil premium real.

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✈️ Salas VIP: o maior ponto de virada

Se existe um símbolo dessa mudança, ele é o acesso às salas VIP.

Antes, muitos cartões ofereciam acessos ilimitados sem grandes exigências. Hoje, a realidade é outra:

  • Gastos mínimos para liberar acessos (ex: R$ 15 mil no trimestre)
  • Limitação de convidados
  • Restrições por programa (Priority Pass, LoungeKey, DragonPass)
  • Redução de acessos para adicionais

Até mesmo acessos a salas específicas, como as da Mastercard Black em aeroportos como Guarulhos, passaram a exigir consumo mínimo.

👉 O motivo? Custo.

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Cada acesso a uma sala VIP custa, em média, entre US$ 27 e US$ 45 para o banco emissor.
Com a popularização dos cartões premium, esse custo explodiu — tornando o modelo antigo insustentável.

💸 O ponto de equilíbrio (break even)

Vamos simplificar:

Se um cliente usa 20 acessos por ano, o custo para o banco pode chegar a:

➡️ 20 x US$ 35 (média) = US$ 700 (~R$ 3.500)

Agora compare com anuidades que muitas vezes eram:

➡️ R$ 1.000 a R$ 1.500 (ou até isentas)

📊 Resultado: prejuízo direto.

Por isso, os bancos passaram a:

  • Reduzir acessos
  • Exigir gastos mínimos
  • Vincular benefícios ao relacionamento

O objetivo é claro: atingir o break even ou gerar lucro com clientes de alto valor.

🏦 A nova regra: principalidade

Hoje, não basta ter renda alta. Os bancos querem algo mais valioso:

👉 Ser o seu banco principal

Isso significa:

  • Concentrar gastos no cartão
  • Manter investimentos elevados
  • Usar produtos do banco (seguros, crédito, conta)

Sem isso, até clientes de alta renda enfrentam dificuldade para acessar os melhores benefícios.

👑 A criação dos “super cartões”

Com a perda de exclusividade dos Blacks tradicionais, o mercado reagiu criando uma nova camada:

  • Visa Privilege
  • Mastercard World Legend
  • Centurion Card

Esses cartões são voltados para ultrarricos e buscam resgatar a exclusividade perdida.

Mas nem eles escaparam totalmente:

  • Aumento de anuidades
  • Ajustes em benefícios
  • Maior seletividade

Ou seja, até o topo está sendo redesenhado.

🚀 O novo padrão já chegou

Os lançamentos mais recentes mostram claramente essa nova fase:

  • Cartões como Altus Liv já nascem com anuidade elevada
  • Produtos como The One chegam com proposta premium e exigência alta

👉 Diferente do passado, onde benefícios vinham “de fábrica”, hoje eles são:

  • Condicionados
  • Escalonados
  • Baseados em relacionamento

📊 O que esperar daqui pra frente?

O mercado caminha para três movimentos principais:

1. Menos acessos ilimitados

O modelo de acesso livre tende a desaparecer para a maioria dos clientes.

2. Mais exigência de gasto

Benefícios serão cada vez mais vinculados a consumo real.

3. Segmentação extrema

Diferença clara entre cliente premium e ultra premium.

🧠 Conclusão

Os cartões Black não acabaram — mas deixaram de ser o que eram.

O que antes era acessível para muitos clientes de alta renda, hoje exige:

  • Relacionamento profundo
  • Alto volume financeiro
  • Engajamento com o banco

👉 Em outras palavras:
o jogo mudou.

E quem entender essa nova lógica vai conseguir extrair valor. Quem não, vai ficar preso a cartões cada vez mais limitados.


🔎 Tags

cartões black, salas vip, cartões premium, crédito alta renda, bancos, loungekey, priority pass, viagem black, cartões exclusivos

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