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Saúde alerta para casos de sífilis, reforça prevenção, testagem e tratamento na Rede Municipal

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Em 2025, João Pessoa registrou 2.306 novos casos de sífilis, Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que pode trazer consequências graves à saúde quando não tratada adequadamente. Nos quatro primeiros meses deste ano, já são 471 confirmações divididas nas modalidades sífilis adquirida, sífilis gestante e sífilis congênita.

Diante dos números, a Prefeitura de João Pessoa, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), faz um alerta sobre a doença e a importância das medidas de prevenção, sobretudo para o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno, que são fundamentais para interromper a transmissão da doença e garantir mais qualidade de vida à população, que podem ser realizados pela Rede Municipal de Saúde da Capital.

A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e pode ser transmitida principalmente por relações sexuais desprotegidas, sejam vaginais, anais ou orais. A doença também pode ser transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou parto, o que caracteriza a sífilis congênita, além do contato direto com feridas infecciosas.

“A sífilis é uma doença silenciosa, mas que pode trazer consequências graves se não tratada. Muitas vezes, a pessoa não apresenta sintomas e continua transmitindo sem saber. Mas tem cura, o diagnóstico é simples, rápido e, assim como o tratamento, é feito pelo SUS”, destaca a enfermeira técnica da área de ISTs da SMS, Millena Hilário.

Na Rede Municipal, o cuidado com a sífilis é ofertado nas Unidades de Saúde da Família (USFs) e no Serviço de Assistência Especializada – Centro de Testagem e Aconselhamento (SAE/CTA). Nesses locais, a população tem acesso à testagem rápida, diagnóstico e tratamento com penicilina benzatina, além de todo acompanhamento e orientações necessárias com profissionais capacitados.

O acesso aos serviços é gratuito e pode ser feito diretamente na unidade de saúde onde o usuário está cadastrado. O atendimento inclui realização de testes rápidos para detecção da infecção, com resultados saindo entre 15 e 20 minutos, e início imediato do tratamento em caso positivo, além do acompanhamento até a cura e o tratamento das parcerias sexuais, medida essencial para interromper a cadeia de transmissão.

“Entre as principais orientações à população, estão o uso de preservativos em todas as relações sexuais, a realização periódica de testes para detecção de infecções sexualmente transmissíveis, especialmente em situações de risco, e a adesão ao pré-natal completo no caso de gestantes, que precisam redobrar o cuidado, pois a doença pode afetar o bebê. A sífilis tem cura, mas exige diagnóstico e tratamento adequados, por isso, previnam-se e busquem a unidade de saúde mais próxima e cuidem da saúde”, orienta Millena Hilário, enfermeira da SMS.

Números – Durante todo o ano de 2025, a SMS registou em moradores da Capital 1.643 casos de sífilis adquirida, 560 casos de gestantes com a doença e 103 casos de bebês contaminados através da mãe. Neste ano, entre janeiro e abril, já são 353 casos na modalidade adquirida, 89 casos em gestantes e 29 casos de sífilis congênita.

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