Por MRNews
Fintech investigada após sumiço de quase R$ 1 bilhão deixa investidores desesperados em todo o Brasil
Uma fintech que atuava no Distrito Federal e em São Paulo virou alvo de investigação após interromper operações e deixar milhares de clientes sem acesso aos próprios investimentos. A empresa, identificada como Naskar Gestão de Ativos Ltda., teria captado cerca de R$ 900 milhões de investidores de várias regiões do país.
O caso ganhou grande repercussão após clientes relatarem atraso nos pagamentos prometidos, dificuldades para acessar o aplicativo da empresa e falta de contato com os responsáveis pela operação.
Clientes relatam falta de respostas e aplicativo fora do ar
Os problemas começaram no início desta semana, quando investidores perceberam que os rendimentos mensais previstos não haviam sido depositados. Pouco depois, o aplicativo utilizado para acompanhamento das aplicações financeiras também deixou de funcionar.
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Segundo relatos publicados em plataformas de reclamação, muitos clientes não conseguem acessar contas, visualizar saldo ou solicitar resgates.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (8), a empresa afirmou que enfrenta uma “perda na base de dados” e informou que realiza um processo de auditoria interna para reorganizar as informações dos clientes.
Empresa prometia rendimentos acima da média do mercado
De acordo com investidores, a fintech oferecia rentabilidade em torno de 2% ao mês, percentual considerado elevado em comparação aos investimentos tradicionais.
A promessa de retorno constante teria atraído milhares de clientes ao longo dos anos. Muitos afirmam ter concentrado grande parte do patrimônio na empresa.
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Há relatos de investidores com aplicações milionárias, incluindo empresários, aposentados e servidores públicos.
Desespero entre investidores cresce
A falta de informações aumentou o clima de tensão entre os clientes. Muitos relatam preocupação com a possibilidade de não conseguirem recuperar os valores aplicados.
Um empresário do Distrito Federal afirmou que indicou dezenas de pessoas para investir na fintech após anos de funcionamento sem problemas aparentes. Segundo ele, até familiares aplicaram recursos na plataforma.
O investidor relatou ainda que vem enfrentando forte abalo emocional desde o início da crise.
Sócios da empresa desapareceram das redes e não respondem
Os três sócios ligados à fintech — Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, conhecido como Maurício Jahu — não estariam respondendo ligações, mensagens ou contatos feitos pelos investidores.
Além disso, perfis ligados à empresa pararam de ser atualizados, aumentando ainda mais a preocupação dos clientes.
Polícia Civil investiga o caso
A Polícia Civil do Distrito Federal abriu investigação para apurar as circunstâncias do caso e verificar se houve irregularidades financeiras.
Até o momento, não existe confirmação oficial sobre fraude, golpe ou pirâmide financeira. As autoridades aguardam análise de documentos e movimentações da empresa.
Especialistas alertam para riscos de promessas elevadas
O episódio reacende o alerta sobre investimentos com rentabilidade muito acima da média do mercado.
Especialistas recomendam que investidores:
- Verifiquem se a empresa possui autorização de órgãos reguladores;
- Desconfiem de promessas de lucro garantido;
- Evitem concentrar todo o patrimônio em um único investimento;
- Pesquisem histórico e reputação das empresas financeiras.
O caso segue em investigação e milhares de clientes aguardam respostas sobre o paradeiro dos recursos investidos.
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