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Cadeia do leite debate regulamentação de programa alimentar – CGNotícias

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

O poder público municipal deu mais um passo decisivo no avanço da Lei Municipal nº 7.603/2026, que institui o Programa Municipal de Suplementação Alimentar com Leite e Derivados Frescos, ao se reunir com representantes da cadeia produtiva do leite em Campo Grande para discutir os próximos passos da regulamentação da proposta.

A iniciativa busca aliar segurança alimentar, promoção da saúde e fortalecimento da economia local, prevendo a oferta de leite pasteurizado, iogurtes, queijos frescos e outros alimentos ricos em nutrientes para famílias em situação de vulnerabilidade social. A legislação também estabelece que apenas laticínios de Campo Grande poderão fornecer os produtos, em parceria com cooperativas e associações locais, incentivando a geração de renda e o fortalecimento da cadeia produtiva municipal.

Durante o encontro, representantes do Executivo e integrantes do setor discutiram critérios técnicos e operacionais necessários para a implementação do programa, incluindo logística de distribuição, público beneficiado e capacidade produtiva local.

Ao comentar o atual momento de construção da proposta, o chefe da Assessoria Técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), Oto Cândido, destacou a importância do diálogo com o setor produtivo para garantir segurança e eficiência na futura execução do programa “Essa reunião faz parte de uma etapa primordial de levantamento de dados e escuta das entidades do setor, para compreendermos melhor a realidade da cadeia produtiva do leite em Campo Grande. A partir desse diagnóstico, poderemos avançar na regulamentação da legislação, garantindo que as ações sejam construídas com base na realidade dos produtores, com viabilidade técnica, jurídica e operacional”.

O secretário da Semades, Ademar Silva Junior, ressaltou que o município trabalha para consolidar uma política pública capaz de gerar impactos sociais e econômicos positivos “Estamos estruturando um programa que une saúde, segurança alimentar e fortalecimento da economia local. A regulamentação será construída de forma responsável e participativa, ouvindo os produtores, cooperativas e laticínios para garantir eficiência, segurança jurídica e impacto positivo para a população”.

Representando o setor produtivo, o presidente do Núcleo Girolando MS, Alessandro Coelho, enfatizou que o momento é de planejamento técnico e construção conjunta entre poder público e produtores locais “Nosso objetivo é entender o potencial de consumo desse público para, então, darmos passos firmes. Queremos construir uma base para que possamos expandir o projeto de forma bem mais robusta, buscando atender a maioria das escolas, o público da terceira idade e as pessoas em situação de extrema vulnerabilidade”.

A expectativa é que, após a conclusão da regulamentação, o programa possa começar a ser implementado de forma estruturada e permanente, consolidando uma política pública voltada à melhoria da alimentação da população e ao desenvolvimento econômico de Campo Grande.

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