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Agência Minas Gerais | Minas Gerais atinge maior índice de desenvolvimento humano da história

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Minas Gerais construiu, ao longo dos últimos anos, um feito inédito: o estado alcançou o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,809, o mais alto de sua história. Desde 2023, quando Minas tinha o índice de 0,803, o estado segue no patamar considerado “muito alto”, segundo dados divulgados nesta semana pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Legenda

O índice coloca Minas Gerais acima da média nacional, já que o Brasil tem a taxa de 0,805. O resultado representa um salto expressivo em relação a 2012, quando o estado marcava 0,787, ainda no patamar considerado “alto”. Em pouco mais de uma década, Minas cruzou uma fronteira simbólica: a de um estado que melhorou, de forma significativa, as condições de vida da sua população.

O governador Mateus Simões destaca o significado do resultado. “Este índice é a prova de que as políticas que implementamos nos últimos anos chegaram onde precisavam chegar: na vida real das pessoas”, ressalta.

“Cada ponto de avanço no IDHM representa uma família com mais saúde, mais educação e mais renda. Minas está no melhor momento da sua história e vamos continuar trabalhando para que esse desenvolvimento alcance todas as regiões do estado e se transforme em melhor qualidade de vida para todos os mineiros”, reforça Mateus Simões.

Mais empregos e renda

Uma das dimensões do IDHM é a renda, e os números do mercado de trabalho mineiro ajudam a explicar a trajetória do índice. No último trimestre de 2025, Minas Gerais registrou a menor taxa de desemprego da série histórica. Desde 2019, o estado gerou mais de 1 milhão de empregos formais, uma transformação que reposicionou Minas como referência nacional em geração de oportunidades.

O ambiente de negócios também prosperou. Minas atraiu mais de R$ 500 bilhões em investimentos e incentivou a criação de novas empresas em ritmo acelerado. Somente em 2025, foram abertas 114.033 novas empresas no estado (um crescimento de 116% em relação a 2019). Cada novo negócio representa empregos, renda e perspectiva para a população.

“O IDHM não é um indicador abstrato. Ele mede qualidade de vida. O que vemos neste resultado é o reflexo de um estado que apostou nas pessoas: em formação profissional, em proteção social, em geração de emprego. Estamos orgulhosos de contribuir, por meio das políticas da Sedese, para que esse desenvolvimento seja cada vez mais humano e mais justo”, avalia o secretário de Estado de Desenvolvimento Social em exercício, Ricardo Alves

Educação que transforma trajetórias

Na dimensão da educação, outro pilar do IDHM, o Governo de Minas acumulou realizações que vão da sala de aula ao mercado de trabalho. O programa Trilhas de Futuro, da Secretaria de Estado de Educação (SEE-MG), já ofereceu cerca de 374 mil vagas em diversas áreas do conhecimento e alcançou a marca histórica de mais de 100 mil profissionais formados até o momento, com impacto direto na empregabilidade dos mineiros. Desde o lançamento, mais de R$ 2 bilhões já foram investidos na iniciativa.

Atualmente em sua sexta edição, o programa disponibilizou 50 mil vagas em 143 municípios mineiros. Ao todo, são 98 opções de cursos técnicos em diferentes áreas, entre elas Farmácia, Enfermagem, Informática, Design Gráfico e Edificações. Hoje, mais de 115 mil estudantes estão em formação pelo programa, ampliando ainda mais o alcance da iniciativa em todo o estado.

Dentro das escolas públicas, a alimentação escolar também se consolidou como uma das prioridades do Governo de Minas. Desde 2019, o Estado já destinou mais de R$ 2 bilhões ao Programa de Alimentação Escolar, beneficiando cerca de 1,5 milhão de estudantes da rede estadual em todo o território mineiro.

Em 2026, os investimentos seguem em ritmo de consolidação: até o momento, já foram aplicados R$ 421 milhões em recursos estaduais, além de R$ 212 milhões provenientes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Os recursos garantem cardápios mais completos e diversificados, assegurando nutrição adequada para os estudantes.

Saúde em todos os cantos do estado

O terceiro pilar do IDHM é a longevidade, onde Minas também avançou graças aos investimentos em acesso à saúde e prevenção/redução de mortes evitáveis. Por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o Estado destinou R$ 904 milhões para estruturar Unidades Básicas de Saúde (UBS) e universalizou o Samu para todos os 853 municípios. Nos últimos anos foram destinados R$ 1,57 bilhão para o fortalecimento da política hospitalar, R$ 195 milhões para a estruturação de hospitais e mais R$ 470 milhões para a ampliação das cirurgias eletivas, que ultrapassaram a marca de 1 milhão de procedimentos realizados em 2025, além de quase R$ 1 bilhão para concluir cinco hospitais regionais, abrindo 1,1 mil novos leitos.

O cuidado materno-infantil também avançou com o programa Filhos de Minas, que teve investimento de R$ 12,5 milhões e distribuição de 38.760 kits de enxoval, para incentivo ao pré-natal. O Estado também avança na implantação da Rede Alyne de Medicina Fetal e a estratégia Zero Morte Materna, com investimentos que somam R$ 20,5 milhões.

Por fim, as ações preventivas ganharam força com investimento de R$ 64 milhões por ano para a ampliação do Teste do Pezinho para 64 doenças, e o recorde de 16,4 milhões de vacinas aplicadas em 2025, impulsionado por R$ 105 milhões no Programa de Imunizações e R$ 100 milhões para aquisição de vacimóveis.

“Minas tem feito investimentos estruturantes na atenção primária, na urgência, na rede hospitalar, na vacinação e no cuidado materno-infantil. Nossos projetos e programas reforçam esse compromisso de proteger vidas desde o início e reduzir mortes evitáveis em todo o estado”, afirma o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal

O IDHM varia de 0 a 1 e considera três dimensões: longevidade, educação e renda. A metodologia, elaborada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em parceria com o IBGE e a Fundação João Pinheiro, abrangendo todos os estados e o Distrito Federal (DF), além das regiões metropolitanas e as cinco macrorregiões do país. Os resultados têm como base dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

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