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Público aprova Feira de Artistas Pretas e Pretos na Avenida General Osório

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Quem foi ao Centro Histórico de João Pessoa na tarde deste sábado (12), pode conhecer a Feira de Artistas Pretas e Pretos, ação que envolve produtos e acessórios étnicos artesanais e gastronomia, produzidos por 41 participantes e distribuídos em 10 estandes. A iniciativa é fruto de uma parceria da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) com o movimento de negritude, através da Feira Preta Dudú It Adajo Aworan (PB), e será realizada todos os sábados, sempre a partir das 15h, na Avenida General Osório, em frente à Loja Maçônica.

“Uma alegria grande em podermos acolher a Feira Pretas e Pretos aqui no Centro Histórico. Um ambiente em que estamos, junto com o prefeito Leo Bezerra, trabalhando para restaurar e ocupar com atividades culturais permanentes. Nosso Centro Histórico está ganhando vida, com ocupação de moradores e turistas. Aqui temos o Sabadinho Bom, a roda de samba, o rock, o hip hop, culturas diversas que estão dando vida, trazendo diversão e gerando renda e trabalho neste território. A Feira de Pretas e Pretos faz parte de um projeto maior da Funjope e da Prefeitura dentro desse contexto de mudanças no Centro Histórico”, declarou o diretor executivo da Funjope, Marcus Alves.

A jornalista Fátima Sousa (Mana), curadora da Feira Preta PB, afirmou que a parceria com a Prefeitura já existia e a feira era montada no Centro Histórico, mas apenas em datas específicas. “Agora, a Feira de Artistas Pretas e Pretos se torna permanente aos sábados. A expectativa é muito boa porque o público está participando. Temos a identidade negra e a população admira nosso trabalho”.

Ana Luiza Cândido Barbosa é uma das expositoras e afirmou estar feliz pela oportunidade de expor suas telas com frases em ponto cruz: “Estou contente por poder expor um trabalho que eu quero que faça a diferença na vida das pessoas, que traz informações sobre a literatura negra”.

O servidor público Gustavo A.T.S. elogiou a feira: “Eu acho muito importantes essas iniciativas de economia solidária porque beneficia muita gente que não tem chance de estar no mercado formal. Minha esposa faz parte do movimento negro e estou sempre acompanhando, e a gente acaba vendo a dificuldade que é montar uma feira, organizar um evento desse tipo. A Prefeitura e as meninas estão de parabéns. Achei legal e gostei muito dos produtos”.

A fisioterapeuta Anne Medeiros afirmou que a realização da feira é muito importante porque contribui para promover a inclusão das pessoas. “Precisamos muito desse tipo de ação para juntar as pessoas, não só em feiras, mas em qualquer evento. O Brasil é preto. Todos nós somos mestiços. Eu sou loira do olho azul, mas tenho descendência indígena, ou seja, me considero mestiça. Então, a gente precisa muito disso”, disse.

“A inclusão é importante porque precisamos tirar aquela visão que muitas pessoas têm de preconceito. Uma feira que mostra o trabalho, que tem cultura, que tem conhecimento, que valoriza as artes, que mostra que o preto tem vez, que tem conhecimento de muitas coisas. É preciso mostrar que o preto tem vez, que sabe fazer as coisas, que estuda, batalha, tem uma vida muito sofrida, mas sabe viver. A diversidade está aí, de cultura, de aprendizado, de ensinamento. A feira está aí para mostrar que tem espaço para todo mundo, independentemente de cor, religião, partido político”, destacou a historiadora Mônica Adriana Ferreira de Farias.

O engenheiro Niedson Almeida Lemos, que foi passear com a esposa no Centro Histórico, ficou surpreso com a movimentação naquele território. “Estou achando bacana demais. Fiquei impressionado com a quantidade de pessoas aqui. E a feira é muito interessante para divulgar o trabalho e a arte das pessoas pretas”, comentou.

A Feira Preta surgiu no contexto do movimento de mulheres negras na Paraíba, numa proposta de apoiar afroempreendedores e artistas pretas e pretos, na exposição e venda dos seus produtos num contexto de economia colaborativa. Entre as intenções, está a valorização da cultura negra e a inclusão da população negra na economia local.

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