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Nova Iguaçu oferece atendimento especializado para pessoas com deficiência no CAD

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Phạm Trần Hoàn Thịnh via Unsplash

Um disparo de arma de fogo mudou a vida de Iran de Paula Bastos há 11 anos. O tiro atingiu sua coluna e deixou sequelas que exigiram uma nova rotina. Desde então, a fisioterapia no Centro de Acolhimento ao Deficiente (CAD), em Nova Iguaçu, faz parte do dia a dia do paciente. Hoje, aos 54 anos, ele dirige, cuida da casa e dos animais, pratica musculação e pilates e mantém uma vida independente.

Iran trabalhava como segurança e fazia trabalhos extras como taxista. Ele foi atingido durante um tiroteio na porta de um clube onde trabalhava. Depois da cirurgia e de meses de internação, iniciou o tratamento no CAD. Ao longo dos anos, passou por diferentes profissionais e conquistou mais autonomia.

“É você acordar e perceber que tudo mudou e que vai precisar de muita coragem e apoio para se adaptar a uma nova vida. A pessoa tem que ter resiliência, acreditar, olhar para frente e seguir. Você ficar reclamando, chorando, não vai mudar seu quadro. O que pode mudar é você. Eu sei que a minha vida é essa e tenho que transformar essa vida numa vida melhor”, contou.

Nos últimos cinco meses, a fisioterapia realizou 3.286 atendimentos no CAD. O trabalho busca recuperar e manter habilidades importantes para a rotina dos pacientes.

“Nova Iguaçu conta com unidades fundamentais para a reabilitação de pessoas com deficiência, como o CAD. É uma unidade especializada, com profissionais preparados para atender às necessidades dos pacientes. É muito gratificante acompanhar a evolução de quem passa pelo serviço e consegue ter mais autonomia e qualidade de vida”, salientou o secretário de Saúde, Luiz Carlos Nobre Cavalcanti.

O fisioterapeuta Iran César Magri acompanha o tratamento de Iran de Paula e destaca a evolução conquistada ao longo dos 11 anos.

“Foi uma evolução que ele adquiriu ao longo dos 11 anos de tratamento aqui com a gente, passando por outros profissionais. Desde que está comigo, fomos aprimorando principalmente o equilíbrio, a marcha e a força. Hoje, ele é um paciente autônomo e independente”, destacou.

Segundo o profissional, o tratamento também busca preservar os ganhos já conquistados.

“O objetivo agora é manter os ganhos que ele teve e aprimorar cada vez mais para que ele tenha mais autonomia. O que ele já conseguiu é excelente, mas a gente sempre busca mais”, afirmou.

Inaugurado em 2014, o CAD atende crianças e adultos da rede municipal. A unidade oferece fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, enfermagem e assistência social.

Também há consultas de clínica médica, pediatria, neuropediatria e neurologia. Os atendimentos médicos acontecem de segunda a quinta-feira.

A coordenadora do CAD, Ana Luzia dos Santos, explica que o atendimento começa ainda na rede de atenção básica.

“O paciente vem da Clínica da Família, regulado e agendado pela Secretaria de Saúde. Ao chegar à unidade, ele é reavaliado pelo profissional, de acordo com o perfil do CAD, e acolhido pela equipe. Aqui, acreditamos que a escuta, o acolhimento e o cuidado podem transformar vidas”, explicou.

Como ser atendido

Para chegar ao CAD, o paciente deve passar por consulta com clínico geral ou pediatra e solicitar encaminhamento para a triagem do Centro Especializado de Reabilitação.

O encaminhamento deve ser levado à Clínica da Família do município onde o paciente reside. A unidade fará a regulação no SISNI. Depois, é necessário aguardar o agendamento.

No dia do atendimento, é preciso apresentar documento de identidade, CPF, cartão do SUS e comprovante de residência atualizado.

O CAD funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

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