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ENTRETENIMENTO

Dia S mobiliza crianças e reforça vigilância contra sarampo e rubéola em Mato Grosso do Sul

Ação educativa da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e SED (Secretaria de Estado de Educação) no CEI Zedu integra mobilização nacional para manter eliminação das doenças no país

A SES (Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul) e a SED (Secretaria de Estado de Educação) realizaram nesta última quinta-feira (5), uma ação educativa no CEI Zedu (Centro de Educação Infantil José Eduardo Martins Jallad), em Campo Grande, dentro do Dia S – Dia de Mobilização Nacional de Buscas Ativas de Sarampo e Rubéola, iniciativa do Ministério da Saúde que marca o 5º Dia de Mobilização Nacional voltado ao fortalecimento da vigilância dessas doenças.

A atividade integra a mobilização nacional que prevê buscas ativas institucionais, comunitárias e laboratoriais em todo o país. Durante o Dia S, profissionais de saúde promovem ações em escolas, domicílios, unidades de saúde e hospitais, além da revisão de prontuários, com o objetivo de identificar possíveis casos suspeitos e manter a eliminação do sarampo e da rubéola no território nacional.

Ação educativa com crianças

A programação no CEI Zedu incluiu atividade lúdica com balões, brincadeiras e a participação do personagem Zé Gotinha, além de uma conversa interativa com crianças e educadores sobre a importância da vacinação e a identificação de casos suspeitos de sarampo.

A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, destaca que ações educativas ajudam a fortalecer a cultura da prevenção desde a infância. “Entendemos que as crianças são grandes multiplicadoras das boas práticas de saúde. Por isso organizamos uma atividade lúdica com a presença do Zé Gotinha, que ajudou a transmitir de forma leve e divertida a importância da vacinação para prevenir doenças”, explica.

A gerente de Doenças Agudas e Exantemáticas da SES, Jakeline Miranda, explica que a estratégia busca envolver as crianças como multiplicadoras de informação. “É uma ação voltada à conscientização das crianças sobre a importância da vacina e sobre o que é um caso suspeito de sarampo. Essa mobilização acontece em todo o país no Dia S, envolvendo profissionais de saúde e a comunidade. As crianças acabam sendo grandes multiplicadoras dessa mensagem e levam para casa a importância da vacinação”, destaca.

Parceria entre saúde e educação

A iniciativa reforça a integração entre as áreas de saúde e educação na promoção de ações de prevenção.

A diretora do CEI Zedu, Fátima Mack, ressalta que a escola recebe a ação pelo terceiro ano consecutivo e destaca a participação dos alunos na atividade. “Pelo terceiro ano consecutivo recebemos a Secretaria de Estado de Saúde em parceria com a Secretaria de Estado de Educação. A ação educativa de hoje foi realizada com as turmas de pré-I e pré-II, com a participação de 139 crianças de 4 e 5 anos. Esse momento de aprendizado é muito importante, porque de forma lúdica elas entendem que o Zé Gotinha sem vacina fica dodói e que com vacina ele fica feliz, e levam essa mensagem para as famílias”, afirma.

Situação epidemiológica

A mobilização ocorre em um cenário epidemiológico considerado favorável. Até a Semana Epidemiológica nº 8 de 2026, o Brasil não registrou casos confirmados de sarampo ou rubéola.

Em 2025, foram 38 casos confirmados de sarampo no país, sem registro de óbitos.

Em Mato Grosso do Sul, os últimos casos confirmados ocorreram em 2020, quando foram registrados 10 casos no município de Campo Grande. Desde 2021, todos os casos suspeitos investigados no Estado foram descartados.

Um dos fatores que contribuem para esse cenário é a alta cobertura vacinal. Em Mato Grosso do Sul, a cobertura contra o sarampo em crianças aos 12 meses foi de 105,6% em 2024 e 100,6% em 2025, índices que superam a meta do PNI (Programa Nacional de Imunizações), que estabelece cobertura mínima de 95%.

Percentuais acima de 100% podem ocorrer devido a fatores como estimativas populacionais desatualizadas, vacinação de crianças residentes em outros municípios, registro de doses aplicadas com atraso ou campanhas de vacinação que ampliam o número de pessoas imunizadas. Mesmo quando ultrapassam esse percentual, os dados indicam que a meta de proteção coletiva foi alcançada na localidade.

André Lima, Comunicação SES
Fotos: André Lima