O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, celebrado em 26/5, reforça a importância do acompanhamento oftalmológico para prevenir a perda de visão. Em Minas Gerais, o tratamento é oferecido gratuitamente pela rede pública de saúde, por meio da Rede de Atenção em Oftalmologia.
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) alerta que as consultas periódicas são fundamentais para identificar a doença ainda no início. O glaucoma é silencioso e, quando não tratado, pode levar à cegueira irreversível.
“Neste mês, estamos realizando uma campanha de esclarecimento sobre o glaucoma, que é uma doença silenciosa, sem sintomas aparentes. A visão não fica embaçada, os olhos não ficam vermelhos, não há coceira. No entanto, se não for identificado precocemente, pode levar a uma cegueira irreversível”, destaca a médica da Coordenação de Alta Complexidade Ambulatorial da SES-MG, Márcia Salomão Libânio.
O glaucoma é um grupo de doenças oculares que provoca dano progressivo ao nervo óptico, estrutura responsável por transmitir as imagens do olho ao cérebro. Em geral, está associado ao aumento da pressão intraocular e pode causar perda gradual da visão.
Em Minas, cerca de R$ 67 milhões são destinados anualmente à assistência oftalmológica. Os recursos garantem consultas, exames, medicamentos para glaucoma, cirurgias, plástica ocular, diagnóstico, pequenos procedimentos cirúrgicos e atendimentos de urgência oftalmológica.
Doença silenciosa
A prevalência do glaucoma é de cerca de 3% na população acima de 40 anos, tanto no Brasil quanto no mundo, e aumenta com a idade. Entre os fatores de risco estão pressão intraocular elevada, idade, histórico familiar, etnia, diabetes, uso de corticoides e alterações oculares.
Por não ser uma doença de notificação compulsória, Minas Gerais não possui dados consolidados de casos. Ainda assim, entre janeiro de 2025 e março de 2026, foram realizadas 115.869 consultas para diagnóstico e reavaliação de glaucoma no estado.
Mesmo sendo uma doença crônica e sem cura, o glaucoma pode ser controlado quando identificado precocemente e acompanhado de forma contínua. Com tratamento adequado, é possível evitar a perda da visão.
“Embora mais raro, o glaucoma pode ocorrer em recém-nascidos e em crianças. É muito importante que ninguém descuide da saúde dos olhos, procurando sempre um oftalmologista para fazer uma avaliação completa”, orienta Márcia Libânio.
A médica reforça que o principal risco é a evolução silenciosa da doença. “A doença vai roubando a visão aos poucos, sem que o paciente perceba. Esse alerta é muito importante, porque é uma causa de cegueira evitável. Por isso, é necessário fazer um exame oftalmológico completo”, explica.
Atendimento na rede pública
Minas Gerais conta com mais de 40 serviços habilitados para diagnóstico e tratamento do glaucoma. A rede oferece consultas, exames oftalmológicos, medicamentos e procedimentos cirúrgicos, conforme a avaliação clínica de cada paciente.
O acompanhamento começa na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência do usuário. Quando necessário, o paciente é encaminhado para atendimento especializado, de acordo com os fluxos da rede e a regulação municipal.
O tratamento pode incluir o uso de colírios, cirurgia ou terapia a laser, conforme a necessidade e a gravidade da doença. Quando há indicação cirúrgica, o encaminhamento segue critérios de prioridade definidos pela gravidade do caso e pela fila regulada em cada município.
Na Rede de Atenção em Oftalmologia de Minas Gerais, estão previstos procedimentos para diagnóstico, reavaliação e tratamento do glaucoma, como consultas oftalmológicas, tonometria, fundoscopia, campimetria, gonioscopia e retinografia, quando indicadas.
