Uma ação conjunta entre o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Polícia Militar resultou, nesta sexta-feira (6), no cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão na cidade de Itanhaém, no litoral paulista. A ofensiva faz parte de uma investigação sobre o suposto desvio de R$ 24 milhões destinados à previdência dos servidores públicos municipais.
Detalhes da Operação Buraco Negro
A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), unidade regional de Santos. Com o apoio do 2º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), as autoridades realizaram diligências em quatro residências de pessoas investigadas e também nas instalações da própria instituição previdenciária da cidade.
O nome atribuído à operação, Buraco Negro, reflete a gravidade das suspeitas sobre o desaparecimento de vultosos recursos que deveriam garantir o pagamento e a segurança dos funcionários públicos locais.
Material apreendido e próximos passos
Durante as buscas, os agentes recolheram uma grande quantidade de itens que passarão por perícia. O objetivo é identificar provas que sustentem o esquema de desvios. Foram apreendidos os seguintes objetos:
- Equipamentos eletrônicos: celulares, tablets, computadores e um notebook.
- Armazenamento de dados: pen drives.
- Valores em espécie: R$ 3,2 mil e US$ 2.846.
- Bens de valor: joias e relógios.
- Documentos de identificação: dois passaportes.
- Um veículo.
Todo o material arrecadado será submetido a uma análise detalhada pelo Ministério Público e pelas equipes de inteligência policial nos próximos dias. O desdobramento dessa investigação é fundamental para a proteção do patrimônio público e do futuro previdenciário dos servidores de Itanhaém, visto que o prejuízo financeiro impacta diretamente a sustentabilidade do fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões.
Até o momento, não foram divulgados nomes de pessoas presas ou detidas, mas a apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos serve como base para identificar novos participantes no esquema e o destino final do dinheiro público supostamente desviado.
Com informações de Agência SP.
