A prefeitura de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, deu um passo decisivo na última quarta-feira (4) para consolidar a capital como um hub estratégico do Corredor Bioceânico. Durante o fórum “Campo Grande na Rota Certa”, realizado no Teatro do Paço Municipal, foram celebrados dois importantes termos de Cooperação Técnica com a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems) e a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS).
O impacto da integração internacional
O Corredor Bioceânico é um projeto que visa conectar o Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, proporcionando um acesso mais eficiente aos portos do Oceano Pacífico. Para que Campo Grande aproveite esse cenário, o município busca alinhar planejamento logístico, desenvolvimento econômico e suporte técnico. A prefeita Adriane Lopes reforçou que o objetivo central é transformar essa integração em geração de empregos e desenvolvimento para a população local.
Por que essa notícia é relevante? A Rota Bioceânica impacta diretamente a logística e o escoamento de mercadorias no Centro-Oeste brasileiro, o que gera reflexos em toda a cadeia produtiva nacional. O preparo das cidades envolvidas é fundamental para reduzir custos logísticos e ampliar mercados consumidores.
Parcerias técnicas para a segurança e regulação
A cooperação com a Agems, assinada pelo diretor-presidente Carlos Alberto de Assis, foca no compartilhamento de dados regulatórios e técnicos. A agência, que já possui convênio com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), está capacitada para fiscalizar o transporte internacional de cargas e de passageiros, garantindo que o fluxo de veículos no novo corredor ocorra conforme as normas vigentes.
Já o acordo com a OAB/MS foca na segurança jurídica, ponto considerado essencial para o sucesso da rota. A vice-presidente da OAB/MS, Marta do Carmo Taques, explicou que a participação da Comissão Especial de Direito de Integração da Rota Bioceânica (Cedirb-rila) será vital para orientar empresas em questões aduaneiras, tributárias, ambientais e trabalhistas, assegurando que o intercâmbio comercial entre os quatro países ocorra com solidez jurídica.
Planejamento e governança
O evento também serviu para debates técnicos sobre a infraestrutura necessária. A diretora-superintendente do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF MS), Nilde Brum, apresentou estudos sobre a importância da sinalização e identidade visual para o sucesso logístico do corredor. Complementando as discussões, Danniele Paiva, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), destacou a importância de uma governança estruturada.
- Ampliação do acesso a mercados internacionais;
- Redução de custos logísticos para o setor produtivo;
- Necessidade de capacitação setorial para novos negócios;
- Integração entre governos, instituições e setor privado.
A iniciativa reforça o compromisso de Campo Grande em atuar como protagonista no desenvolvimento dessa nova via comercial, preparando o setor privado e as instituições para os desafios e as oportunidades que surgirão com a plena operação do Corredor Bioceânico.
Com informações de Prefeitura de Campo Grande.
