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Centro Histórico de João Pessoa recebe evento cultural de hip-hop e ancestralidade

A Praça Rio Branco, no Centro Histórico de João Pessoa, será palco neste sábado (7), a partir das 18h, do evento “Novembro no Beco: consciência, rima e tradição”. A iniciativa, organizada pelo Coletivo Batalha do Beco com apoio da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), promete movimentar o cenário cultural urbano da capital paraibana com uma atração especial: o coral de vozes afro-indígenas Orikis.

Integração entre gerações e linguagens

O evento busca consolidar a ocupação dos espaços públicos pela juventude, unindo a força do hip-hop à ancestralidade. Segundo Marcus Alves, diretor executivo da Funjope, a prefeitura tem incentivado essas manifestações como forma de estimular o potencial criativo da nova geração. “Os nossos jovens, utilizando a linguagem do hip-hop, conseguem se traduzir e criar, a partir das suas próprias manifestações artísticas e estéticas, um encantamento da cidade”, afirma o gestor.

A programação deste mês é voltada à valorização da Consciência Negra, reforçando o compromisso com a proteção e garantia de direitos da população afro-brasileira. A socióloga Suéria Dantas, produtora executiva do coletivo, destaca que a mistura de estilos fortalece a identidade cultural:

  • Preservação da memória e transmissão de saberes;
  • Valorização das raízes afro-indígenas através do canto;
  • Fortalecimento do hip-hop como espaço de cidadania.

O papel do Coral Orikis

O Coral Orikis, idealizado pelo maestro Viktor Makeba e acolhido pelo artista plástico Elioenai Gomes, traz um repertório focado na obra de Escurinho. Para o maestro, a participação no evento é uma forma de conectar diferentes tempos históricos. “Estar nesse espaço, compartilhando nossas vozes com a cultura de rua, é reconhecer que a ancestralidade também pulsa nas manifestações culturais do nosso tempo”, ressalta Makeba.

Trajetória da Batalha do Beco

Com início em 2013, o movimento nasceu no Beco da Cachaçaria Philipéia e tornou-se um importante ponto de encontro para artistas da cena urbana, incluindo MCs, DJs, grafiteiros e dançarinos de breaking. Ao longo dos anos, o projeto se firmou como um polo de formação e pertencimento. A realização na Praça Rio Branco, que ocorre após a programação do Sabadinho Bom, demonstra a importância de manter centros históricos vivos através da ocupação cultural constante, proporcionando visibilidade aos talentos locais e fomentando o debate sobre a herança negra na formação da identidade brasileira.

Com informações de Prefeitura de João Pessoa.