A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro anunciou o retorno da campanha de imunização contra a MPOX. A medida foi possível após o recebimento de uma nova remessa com 2 mil doses enviadas pelo Ministério da Saúde, permitindo que a capital fluminense retome a proteção de grupos considerados mais vulneráveis ao desenvolvimento de quadros graves da enfermidade.
Quem pode se vacinar nesta fase
Nesta etapa inicial, o atendimento é restrito a um público específico. De acordo com as diretrizes da pasta, o esquema vacinal contempla exclusivamente pessoas que vivem com HIV/Aids, possuem 18 anos ou mais e apresentam contagem de linfócitos CD4 inferior a 200 células/mm³. A ampliação para outros públicos, incluindo usuários da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), dependerá do recebimento de novos lotes por parte do governo federal.
O esquema de imunização contra a MPOX é composto por duas doses, que devem ser administradas com um intervalo de 28 dias entre elas. É importante lembrar que o imunizante não faz parte do calendário rotineiro do Programa Nacional de Imunizações (PNI), sendo sua aplicação dependente da disponibilidade de estoques enviados pelo Ministério da Saúde.
Locais de atendimento e horários
A vacinação ocorre em cinco pontos estratégicos da capital, incluindo unidades com horários diferenciados para facilitar o acesso da população:
- Super Centro Carioca de Vacinação (Botafogo): Rua General Severiano, 91 – aberto diariamente, das 8h às 22h.
- Super Centro Carioca de Vacinação (Zona Norte): Shopping Nova América, em Del Castilho – segue o horário de funcionamento do centro comercial.
- Super Centro Carioca de Vacinação (Zona Oeste): ParkShopping Campo Grande – segue o horário de funcionamento do centro comercial.
- Centro Especial de Vacinação Dr. Álvaro Aguiar (CEVAA): Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
- CRIE/INI (Fiocruz): Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Contexto e cuidados preventivos
O reforço na imunização ocorre em um momento de atenção para a rede pública. Em 2026, o município do Rio de Janeiro já registrou 221 casos da doença e um óbito envolvendo um paciente com imunossupressão preexistente. As autoridades destacam que a prevenção individual continua sendo o melhor caminho para frear a transmissão.
A MPOX é transmitida principalmente pelo contato direto com lesões, fluidos corporais, secreções respiratórias ou objetos contaminados. Por isso, a Secretaria recomenda a higienização constante das mãos e a observação de sintomas. Em caso de suspeita, o paciente deve procurar uma unidade de saúde, manter o isolamento e evitar o compartilhamento de itens pessoais como toalhas, roupas de cama e vestuário até que o período de transmissão termine.
Com informações de Prefeitura do Rio.
