Dirigir pelas rodovias de São Paulo exige atenção redobrada, não apenas aos outros veículos, mas também à presença de animais silvestres. Para garantir a preservação da biodiversidade e aumentar a segurança de quem viaja pelo interior e litoral paulista, o Estado conta atualmente com 415 estruturas dedicadas à passagem de fauna em rodovias concedidas. O planejamento da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) prevê a instalação de mais 121 novas estruturas, totalizando um reforço significativo na proteção viária.
Estruturas subterrâneas e aéreas evitam acidentes
A maioria das passagens de fauna é subterrânea, aproveitando galerias de drenagem, bueiros e pontes adaptadas, permitindo que animais como tatus, capivaras e lobos-guarás atravessem as pistas sem risco de atropelamento. Em locais onde a vegetação é densa e preservada, o Estado também utiliza soluções inovadoras, como pontes aéreas entre copas de árvores e viadutos vegetados, fundamentais para a mobilidade de primatas e outras espécies arborícolas.
Distribuição estratégica e novos investimentos
O monitoramento da Artesp indica que essas estruturas estão presentes em 29 rodovias. Exemplos notáveis incluem a Rodovia dos Tamoios, com viaduto vegetado, e a SP-255 (Antônio Machado Sant’Anna), que abriga a primeira passagem aérea suspensa da região de Ribeirão Preto. As novas concessões, como a Nova Raposo e a Rota Sorocabana, já nascem com a previsão de 50 novas passagens, representando um investimento de R$ 16,9 milhões.
Como agir ao encontrar animais na pista
Além das estruturas fixas, a segurança depende do comportamento dos motoristas. Ao avistar um animal na rodovia, a recomendação oficial é:
- Reduzir a velocidade gradualmente, evitando frenagens bruscas.
- Manter distância segura do veículo da frente.
- Não usar buzina ou farol alto, pois o animal pode reagir de forma imprevisível.
- Evitar manobras de desvio repentinas que possam causar colisões com outros carros.
- Comunicar imediatamente a concessionária responsável pelo trecho através dos canais de atendimento oficiais.
O trabalho de fiscalização, que inclui o monitoramento por câmeras e equipes de inspeção de tráfego, tem sido decisivo para resgatar animais feridos, como lobos-guarás e bichos-preguiça encontrados recentemente, encaminhando-os para centros de recuperação especializados. A colaboração dos usuários ao reportar animais em situação de risco é um elo fundamental para evitar acidentes e garantir a continuidade da fauna silvestre nas áreas próximas às rodovias paulistas.
Com informações de Agência SP.
